No telejornal da Record TV

Assim terminou a minha 3ªf de Televisão. De manhã na TVI, à tarde na RTP2 e à noite no telejornal da Tv Record

O que dizer aos mais novos quando há um atentado em que morrem crianças e adolescentes?

A curiosidade das crianças e adolescentes emerge em situações que se tornam, para todos, difíceis de entender.   O que responder aos filhos quando surgem perguntas? A jornalista Bárbara Wong do Público fez uma reportagem que prontamente acedi para colaborar conjuntamente com as participações de dois colegas que muito admiro, José Morgado e Helena Marujo. Para ler original clique aqui ou veja pela transcrição seguinte: O que dizer aos mais novos quando há um atentado em que morrem crianças e adolescentes? Atentado em Manchester fez pelo menos 22 mortos, entre eles crianças. Era uma festa sobretudo para crianças e adolescentes, que são o público que segue e assiste aos concertos de Ariana Grande. A Arena de Manchester tornou-se notícia devido ao já reivindicado atentado em que morreram, pelo menos, 22 pessoas e dezenas ficaram feridas. Entre estas estão crianças e jovens. É inevitável que os mais novos vejam a notícia, seja num site, na televisão ou numa rede social. Eles gostam e acompanham a carreira de Ariana Grande — esperavam que a cantora viesse a Lisboa proximamente, mas entretanto todos os concertos foram cancelados — e não há como lhes esconder o que se passa no mundo. Assim, o que dizer-lhes? O que dizer aos mais novos quando há um atentado em que morrem crianças e adolescentes?   Informar, mas sem ir muito longe José Morgado, professor no ISPA — Instituto Universitário, defende que os pais devem falar sobre o tema e responder a todas as perguntas que forem feitas. Contudo, “não dar mais informação do que a que eles pedem”, aconselha, alertando para que os filhos não vejam as imagens sozinhos, mas sempre com mediação dos pais, para que expliquem o que se passa. “Se não perguntarem mais, não dizemos mais para não instalar a dúvida”, defende. E é importante “desconstruir”, diz por seu lado o pedagogo Renato Paiva, autor do livro Queridos Pais, Odeio-vos, editado recentemente pela Esfera dos Livros. Dizer aos filhos que nem todas as pessoas de determinada etnia ou religião são terroristas, para que os filhos não façam generalizações. Falar sobre a morte Não é fácil falar sobre a morte de crianças com outras crianças, reconhece José Morgado. “É algo que não se prevê, que é pontual, que é residual”, acrescenta Renato Paiva. Por isso, mais uma vez, é preciso não entrar em generalizações, porque as crianças e os jovens morrem e noutras circunstâncias que não num atentado, sublinha o pedagogo. Mais uma vez, para José Morgado, falar da morte é responder às perguntas que são feitas, contextualizando-as, explicando porque aconteceu. “Começamos por introduzir uma leitura do mundo, porque é tão importante a morte de uma criança síria por causa das armas químicas como a morte de uma criança em Manchester”, defende Morgado. Transmitir segurança Situações como esta devem servir para falar também sobre segurança, considera Renato Paiva. Os pais devem aproveitar para falar sobre as preocupações que os jovens devem ter quando vão a um concerto. “O que podes evitar? O que podes fazer se ouvires um estrondo?”, exemplifica. “O esmagamento [devido às pessoas que estão em fuga] pode ser mais preocupante do que o atentado em si”, acrescenta. Ao falar disso, os pais não estão a incutir o medo nas crianças e nos jovens? “Não, estão a incutir-lhes cuidado e atenção”, responde, dando outros exemplos, como pedir aos filhos para terem cuidado quando andam na rua e vão atravesssar uma estrada; ou os cuidados a terem para não serem assaltados. Crescer para a paz Situações como estas podem gerar incompreensão, revolta, vontade de responder na mesma moeda. No entanto, devem servir para “aprender a crescer e a não magoar os outros”, defende José Morgado. É preciso explicar aos mais novos que há pessoas que estão a ser educadas para uma forma de viver violenta, para a autodestruição e o extermínio, mas que “a pior coisa que podemos fazer é responder com ódio”, declara Helena Marujo, psicóloga e professora no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), da Universidade de Lisboa. Helena Marujo defende que é preciso “criar uma nova geração crítica” e para isso é preciso centrar menos a educação nos conteúdos escolares e mais em aspectos humanistas, nas expressões artísticas, na filosofia, na possibilidade de debater ideias, continua a professora, precursora da Psicologia para a Felicidade. A investigadora lembra que quem estava no concerto estava a celebrar e que o ataque terrorista tem como objectivo destruir a alegria. “Os bombistas foram treinados para dar sentido à morte, nós temos de ensinar as novas gerações a dar sentido à vida”, conclui.

No “Sociedade Civil” da RTP2 a conversar sobre Adolescência

“É sempre um gosto participar no “sociedade Civil” da RTP2. Já estive no tempo da Fernanda Freitas, da Eduarda Maio e hoje tive o privilégio de conhecer o Luís Carlos. Acompanhado pela Maria de Lurdes Candeias autora do livro “Eu estou sempre cá”, Bárbara Wong jornalista e autora do livro “O meu filho fez o quê?” e o jornalista Luís Carlos o programa “Sociedade Civil” de hoje abordou a adolêscencia. A adolescência é uma fase de transição para todos, para os jovens que estão a crescer e a definir a personalidade, e para os pais que têm de lidar com novos comportamentos, vontades e atitudes. Deixemos a idade do armário e vamos discutir de porta e mente aberta. Pode ver o vídeo no seguinte link (clique na imagem)

Você na TV – TVi

Hoje o dia começou na TVi a conversar com Manuel Luís Goucha e Quintino Aires. Uma conversa  para comentar a complicada relação entre pais e filhos adolescentes. Nem sempre em acordo com o Quintino em alguns aspectos, parece-me que os pais devem ter argumentos fortes e estruturantes para que os adolescentes entendam as suas posições e também o mundo que o rodeia.  Por muito que não as aceitem. Considero que o respeito e a disciplina se conquistam mais pela palavra que pela força. Clique na imagem para ver o vídeo

Na Record Fm à conversa com Mariana Vieira

Hoje com a Mariana Vieira tive uma conversa interessante sobre adolescentes. Com base no livro “Queridos Pais Odeio-vos” abordamos a tecnologia, a sexualidade, a emancipação dos adolescentes, os conflitos típicos da adolescência mas sobretudo daquilo que é a base do livro: a relação com os filhos.    

No telejornal da TVI 24

Hoje, na primeira aparição pública e do livro, estive bem acompanhado à conversa com a excelente jornalista Cláudia Lopes. [youtube https://www.youtube.com/watch?v=T5_PSq8DQt8]

DEVO ESCOLHER UMA ESCOLA PÚBLICA OU UM COLÉGIO?

Escolher uma escola para os filhos é uma preocupação muito presente e consciente. Seja ela pública ou privada, a escolha carece de uma reflexão dos pais, mas o filho também deve ser ouvido. É consensual que a escola é extremamente importante na vida de uma criança. As experiências que todos tivemos na escola fizeram-nos gostar muito dela ou repudiá-la totalmente. De nada servirá um excelente colégio ou escola se o seu filho não gostar de o frequentar, o que levará a que o seu desempenho seja menor.   A escolha da escola provoca nos pais uma grande agitação e dúvida. Será que escolhi a escola certa? Será que fiz bem em ir para uma escola pública? Será que fico mais descansado com a sua segurança numa escola privada? São um sem-número de questões que preocupam os pais e que os fazem envolver-se no processo de escolha.   «Os filhos devem ter uma voz ativa neste processo de escolha mas não um papel decisivo», diz Renato Paiva, especialista em Educação. «Decidir cabe aos pais, mas a opinião dos filhos deve ser tomada em consideração. As crianças ainda não têm capacidade para avaliar os prós e os contras das circunstâncias, nem antecipar-se aos factos».   Segundo Renato Paiva, as crianças desconhecem a importância de aspetos úteis para o seu futuro, como um ensino bilingue ou a informática. «Os pais certamente reconhecem a utilidade de falar com fluência uma segunda língua ou mesmo uma terceira e a importância que a informática assume na atualidade, e muito mais ainda será no futuro. Será importante que partilhem os seus pontos de vista com os filhos, para que estes percebam as preocupações parentais para a escolha de uma determinada escola», afirma.   Ao permitirem que a criança se envolva e participe na escolha da escola, os pais estão a atribuir importância à sua opinião. Será útil para o filho poder sentir que as suas opiniões têm valor e que também é respeitado pelas suas ideias. Fatores a ter em consideração para uma escolha consciente Uma escola ideal, que sirva para todos, não existe. Cada família tem os seus valores, e cada criança, uma personalidade. Uns valorizam uns aspetos da vida, outros valorizam aspetos diferentes. Esta valorização relaciona-se maioritariamente com as expectativas, as vivências, o conhecimento que os pais têm sobre os filhos…   Diferentes preocupações ocupam as cabeças dos pais, sendo muitos os fatores que devem ser tidos em consideração no momento da escolha de uma escola, como:   *Localização *Transportes *Horário *Proposta pedagógica *Espaço físico *Alimentação *Local destinado às atividades *Acompanhamento individual *Mensalidade *Aulas de inglês *Atividades extracurriculares *Segurança *Organização interna *Estabilidade do corpo docente *Limpeza *Janelas *Como é a prática da sala de aula *Projetos em que participa *Número de alunos por turma *Participação dos pais   «Os pais devem tentar fazer com que a sua decisão seja a mais refletida e documentada possível», afirma Renato Paiva. «O meu primeiro conselho passa por se informarem devidamente sobre as possibilidades que têm em mãos e fazerem uma visita presencial na qual possa conhecer as instalações e perceber as suas dinâmicas», aconselha.   Seja qual for a opção dos pais, deverão prestar muita atenção à reação do filho – ele é um indicador valioso. «Se estiver feliz e interessado em aprender, é um sinal de que a escolha foi acertada. Se estiver desanimado e com rendimento escolar baixo, conversem com os professores e orientadores pedagógicos dele», recomenda o especialista. Isso não significa que a escola seja má ou que a escolha tenha sido deficitária. Há vários fatores que provocam insucesso e nem sempre as «culpas» devem ser imputadas à escola. Uma escola para todos Quase todos os pais afirmam querer para os seus filhos melhor do que aquilo que tiveram. Este discurso leva-os a optar, muitas vezes, pelo privado apenas por não terem andado num colégio. «Associamos a ideia de uma escola privada a mais qualidade do que uma escola pública. De facto, a maioria é, mas nem sempre! É uma grande falácia pensar que na escola pública é tudo mau e na escola privada é tudo mau», diz Renato Paiva.   «Os professores de ambas as escolas são formados nas mesmas instituições de ensino superior. Em termos de formação profissional, não podemos admitir uma grande diferença. O que é mais notório é o envolvimento dos professores nas escolas privadas. Têm um maior controlo e avaliação do seu desempenho do que nas escolas públicas, e quando é efetuado um bom trabalho, esse envolvimento tem resultados muito significativos», justifica.   Há também a ideia de uma homogeneidade e facilitismo na escola privada. É notório que em grande parte dos colégios não se verifica uma grande variedade multicultural por comparação com as escolas públicas. Mas não significa que exista discriminação. Como afirma Renato Paiva, «Nos colégios, entra em jogo a possibilidade financeira das famílias, e não será uma realidade muito distante que estas famílias mais carenciadas de diferentes culturas consigam a sua independência financeira e possam ter capacidade de matricular os filhos nas escolas privadas. Todos ficariam a ganhar! Estes dilemas morais e a busca pela melhor solução fazem com que esta seja uma questão delicada e individual.»   Ideias-chave • Opte em consciência e não pela possibilidade financeira. • Não privilegie a estética, a aparência e a simpatia, opte pela competência dos recursos humanos. • Exija qualidade e rigor em qualquer escola. • Esteja atento ao que o seu filho diz da escola – será um excelente indicador para perceber se lá se sente bem. • Tenha preocupações com a segurança, com a divisão etária, condições humanas e materiais e com a participação ativa dos pais na escola. • Não há escolas perfeitas nem se conclui que o ensino privado é melhor ou pior do que o público. Dependerá sempre das pessoas que lá trabalharem. É consensual que a escola é extremamente importante na vida de uma criança. As experiências que todos tivemos na escola fizeram-nos gostar muito dela ou repudiá-la totalmente. De nada servirá um

“Queridos Pais, Odeio-vos – A difícil tarefa de educar filhos adolescentes” 

Chega às livrarias, no dia 19 de maio, o livro “Queridos Pais, Odeio-vos – A difícil tarefa de educar filhos adolescentes”, editado pela Esfera dos Livros. «Que chatos! Não me deixam fazer nada! Como é que falo com os meus amigos se me tiram o telemóvel?! Não gosto que me deixem à porta da escola. Fico já aqui no cruzamento. Claro que cheiro a tabaco! Estive no café! Hoje chego tarde. Vou à discoteca com as minhas amigas. Pai, o meu namorado pode vir connosco de férias…? Estas frases soam-lhe familiares? Costumam vir acompanhadas por um revirar de olhos, uma expressão de desdém ou, por vezes, total ausência de contacto visual? Isso significa que a adolescência está oficialmente instalada em sua casa e não há nada que possa fazer para alterar esse estado de coisas. O que pode alterar é a maneira como lida com o seu filho adolescente – porque se esta etapa é um mundo novo para si, acredite que ainda o é mais para ele.  Sendo a adolescência uma fase de muitas contradições, em que a relação com os pais passa frequentemente por sentimentos de amor/ódio, é preciso perceber como falar abertamente sobre os mais diversos assuntos, mesmos aqueles mais sensíveis que, muitas vezes, preferimos evitar. Ajude o seu filho a trilhar este caminho, mas sem impor códigos de conduta. Tudo passa por saber negociar, orientar e, sobretudo, mostrar que sempre o amou e amará. Queridos Pais, Odeio-vos não pretende ser um manual exaustivo sobre a adolescência, mas sim um livro prático que aborda situações do dia a dia de modo descomplicado e com o intuito de as resolver.  Temas como a relação dos adolescentes com os pais, com a escola, a sexualidade, os amigos e as saídas, os vícios e o consumismo são analisados neste livro que o vai ajudar a compreender o seu filho adolescente e a tirar o melhor da sua relação com ele.»     Apresentação do Livro em Lisboa e Porto em breve  😉

Não sei o que quero ser. É difícil escolher – Torres Vedras

No passado dia 28 de Abril voltei a Torres Vedras a convite da Câmara Municipal para dinamizar uma animada conversa com pais. As dúvidas sobre a orientação vocacional dos filhos foi o motivo que juntou pais interessados em perceber como ajudar e apoiar os filhos nos seus projectos de vida. Nem sempre as escolhas são fáceis, nem sempre pacíficas. E quando os filhos não escolhem quem escolhe por eles? E se depois se arrependerem das escolhas? E se tiverem de mudar de vida por causa dessas escolhas? …? Muitas foram as dúvidas e questões que de forma animada foram debatidas para reflexão.

Sorrisos e reflexões em V.N Barquinha

A Escola D. Maria II e a Associação de Pais de V.N.  Barquinha organizou o evento Vila da Saúde. Uma iniciativa que colocou os alunos e comunidade em comunicação mais próxima e em que se desenvolveram iniciativas para alunos, professores, pais e comunidade. Tive o privilégio do convite para dinamizar uma sessão para alunos e outra para pais e professores. Os temas “Estudar com sucesso” e “Segredos para ser feliz na escola” foram o desafio para cativar duas salas cheias de muito interesse.