Com Fátima Lopes na TVI
A convite da TVI estive à conversa com Fátima Lopes. Sempre atenciosa e respeitadora dos seus convidados, sentimos, mesmo antes de começar, uma dedicação e atenção que tranquiliza e agrada. Com 25 minutos de uma serena e abrangente conversa, Fátima Lopes torna abrangente os temas que salienta à discussão permitindo com tempo, esclarecer algumas duvidas e sobretudo conseguir dar respostas às perguntas que alguns pais colocaram.
Uma conversa com Ana Rita Clara
Tive o privilégio de um convite do Mais Mulher da Sic Mulher para uma conversa com Ana Rita Clara sobre os diversos temas que retrato no meu novo livro. Sempre acolhedora e facilitadora de uma boa conversa, foram vários os temas abordados e que poderá ver no link que se segue.
Viagem pelo Cérebro com Rafael Pereira
A convite de Rafael Pereira, estive no seu programa “Viagem pelo Cérebro” para falarmos do tema das dificuldades na escola. Com meu novo livro como base formos ao longo de todo o programa abordando as diferentes formas com que as dificuldades vão surgindo, que dificuldades, e que estratégias parentais e profissionais se devem implementar. Nunca há tempo para dizer tudo mas todos os contributos para informar e esclarecer sobre esta temática quem mais necessita, nunca é demais. Nota fui promovido a internacional, no vídeo aparece Pedagôgo, já em brasileiro para chegar ao povo do outro lado do Atlântico
Na Atmosfera m, no Porto, com Fernanda Freitas e muitos amigos
Num espaço que convida a estar e ficar, recebi este passado Sábado muitos amigos para assistirem à apresentação do livro “O segredo para alcançar o sucesso na escola”. Entre familiares e amigos, reencontrei pessoas que já não via à mais de 10 anos ;). Porque é de pessoas que se fazem os momentos, este foi um especial. O espaço é recente, é referente ao projecto social do Montepio e aconselho muito a que conheçam. Excelente para trabalhar, para estudar, para tomar um café, ler um livro, ou ir aos sábados de manhã com os filhotes ouvir uma história infantil. A apresentação ficou a cargo da amiga Fernanda Freitas que mais uma vez me acompanhou neste momento importante. Foi um privilégio poder ter sido o primeiro autor, e o primeiro livro apresentado neste espaço. Com Sucesso no título, desejo replicar o sucesso também a este espaço onde pretendo voltar. Fui muito bem recebido por uma equipa profissional e atenciosa. Prometo voltar. Muitas vezes A todos, aquele abraço.
Ler ilumina
Porque a maioria tem uma prevalência maior no processamento das coisas que vê. Ler ajuda ao desenvolvimento cognitivo, ao léxico vocabular, à cultura geral,… Viajamos pelas palavras, pelas histórias. Imaginamos e assim construímos o nosso caminho, e vemos melhor por onde andamos
"PER(CURSOS) PROFISSIONAIS: CONVERSAS COM ANTIGOS ALUNOS
Ontem no encontro “PER(CURSOS) PROFISSIONAIS: CONVERSAS COM ANTIGOS ALUNOS …” na Escola Superior de Educação de Setúbal. É sempre com muito agrado que volto a uma casa que tão bem acolhe. Para além do encontro com os alunos que serão futuros professores, foi reconfortante confraternizar com colegas e conversar com professores que muito me ensinaram.
A avaliação do Workshop do passado sábado
Ficamos contentes quando reconhecem o nosso trabalho. Chegar a 4.9 numa escala de 5 deixa-me com uma satisfação enorme. Foi um gosto ter estado no colégio Salesiano do Estoril com esta formação para dois grupos com casa cheia. Aquele abraço a todos! A avaliação do Workshop do passado sábado, sobre AJUDAR E PROMOVER O ESTUDO, efetuada pelos pais participantes foi EXCELENTE! O Sucesso é partilhado! Obrigado a todos.
Um dia isto tinha de acontecer – Mia Couto
Um dia isto tinha que acontecer Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações. A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos. Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor. Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos…), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada. Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes. Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, … A vaquinha emagreceu, feneceu, secou. Foi então que os pais ficaram à rasca. Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado. Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais. São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração. São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer “não”. É um “não” que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar! A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas. Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados. Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional. Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere. Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam. Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras. Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável. Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada. Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio. Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração? Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos! Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós). Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida. E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos – e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas – ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!! Novos e velhos, todos estamos à rasca. Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens. Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a
O debate em torno dos trabalhos de casa
Os trabalhos de casa são fundamentais para a educação das crianças ou são apenas um resquício do passado? Que tal limitar os trabalhos de casa a meia hora por dia, de modo a que as crianças possam estudar e ter tempo para se divertirem e descansarem? A Finlândia optou por este sistema e ocupa, geralmente, os lugares de topo em matéria de educação. O professor em psicologia educacional da Universidade de Sydney, Richard Walker, efetuou um estudo aprofundado sobre o valor dos trabalhos de casa no qual conclui que “os países que têm os melhores resultados em testes internacionais, países como a Finlândia, por exemplo, têm poucos trabalhos de casa. Os países que têm uma carga muito elevada de trabalhos de casa obtêm, geralmente, piores resultados.” Na Argentina, os trabalhos de casa são uma das ferramentas de ensino. Para os seus defensores, o TPC permite aos alunos rever a matéria dada, assumir responsabilidades de planificação e treinar o estudo.
A convite da RFM estive à conversa com Carla Rocha no Rocha no ar
Ontem, dia 1 de Outubro, nosso director Renato Paiva foi convidado do programa da RFM “Rocha no Ar”. Numa conversa animada e bem disposta sobre o início do ano lectivo e como podem os pais ajudar os filhos nos estudos, foi possível ir de encontro às dúvidas dos ouvintes que foram colocando questões no facebook da RFM e que foram trazidas à conversa. O tempo é sempre curto nestas ocasiões para tanto que se deve ter em conta sobre esta questão, mas foi um importante contributo para um alerta mais generalista que possa tornar o ano escolar mais tranquilo e com menos sobressaltos.