Conselhos para sobreviver à época de exames

Notícia do jornal Destak com a minha participação do dia 5-5-2014. transcrevo de seguida ou podem ler original aqui

“Não há alunos melhores em tudo, alerta Renato Paiva, diretor da Clínica de Educação. Em véspera de exames, há que motivar, mas sem pressionar.

Os exames não tardam, até porque o terceiro e último período letivo é, este ano, mais curto. E como as provas finais são a única coisa que separa os alunos das férias grandes, nada melhor do que começar a preparar o terreno, a ensaiar as técnicas, a olhar com mais atenção para os livros. Mas tudo isto sem transformar as provas que aí vêm em bichos de sete cabeças. Isto porque a avaliação é, confirma ao Destak Renato Paiva, diretor da Clínica da Educação, «algo natural».

Até pode ser assim mas, que o digam muitos pais, a época de exames é não raras vezes sinónimo de valentes dores de cabeça. Por isso, o especialista, autor do livro O Segredo para Alcançar o Sucesso na Escola, deixa alguns conselhos. E começa pelos progenitores, que tendem a pressionar os filhos. «É mais uma pressão social e parental do que dos próprios em quererem ser tão competitivos para serem os melhores», refere o especialista. Mas porque, esclarece, «não há melhores em tudo», reconhecer «as potencialidades e limitações ajuda a perceber a criança, os seus sucessos mas também os seus fracassos.

Alimentar a ideia de que as crianças só têm de ser sinónimo de sucesso cria desnecessárias ansiedades e, em muitos casos, permanente frustração.» Há pois que «encarar os erros como parte do processo de aprendizagem».

A importância do elogio

Motivar os mais pequenos é um papel importante não só dos professores, mas também dos pais. «Falar da escola de uma forma positiva, otimista, com ênfase ajuda a olhar para a escola, para o trabalho em ser estudante e pela aprendizagem de uma forma mais encorajadora.» Sem esquecer os elogios. Porque nem sempre é fácil, admite o especialista nas páginas do seu livro, «ser cautelosos com as repreensões e os castigos», o melhor mesmo é «ouvir primeiro, agir depois». Ou seja, ter atenção ao que a criança tem para dizer, já que, «na aprendizagem, primeiro conquista-se a emoção, só depois a razão».

E ter cuidado com «os rótulos». As repreensões frequentes podem cimentar «a imagem de que não são capazes e que vai sendo por eles acatada como uma certeza absoluta». E mesmo nos casos em que parece nada haver a elogiar, é importante procurar, estar atento, até encontrar a ponto do «novelo» e o elogio que pode fazer a diferença.

Dor de cabeça chamada trabalhos de casa

Até aos exames há outro ‘bicho de sete cabeças’ a enfrentar: os trabalhos de casa. Aqui, há que mentalizar as crianças desde cedo «que os trabalhos propostos na escola são responsabilidades a cumprir», sendo importante «não desculpabilizar quando não os fazem e não fazer por eles». O castigo pode ser opção, dependendo das situações e, claro, dos castigos. Mas por serem vistos como privações, nem sempre são o caminho.”

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