Em Águeda nas Jornadas Pedagógicas de Valongo do Vouga

Com agrupamentos assim, por certo que vamos num melhor caminho. Porque a escola não apenas realidade de alunos e professores, um excelente exemplo de organização que envolve a componente da família mas também dos assisentes operacionais. Foi um privilégio hoje partilhar entusiasmo e falar de automotivação para a docência para uma plateia de professores atentos e desafiados! E porque o entusiasmo se treina, eis duas voluntárias para comunicar como se tivessem ganho o euromilhões algo que à primeira vista poderia não ser muito interessante. O que será que comunicaram?

Aguiar da Beira – uma referência na actuação e prevenção

Com uma direcção escolar presente, participativa e promovendo o envolvimento parental, fazem acontecer dinâmicas e intervenções para melhorar o seu desempenho. Assim aconteceu no passado fim de semana. Em conjunto com a colega Carla Ferreira, tivémos o privilégio de voltar uma escola preocupada e interventiva no seu contexto educacional. Porque para além da teoria é a prática que promove sucesso, nada melhor do que levar os participantes a acção para acordarem perceber como acordar o cérebro para melhor aprender. É comprovado que melhor aprendemos quando sabemos o nosso caminho. Seguindo as motivações de cada um, alinhando horizontes e encorajando a escolhas nem sempre fáceis, a Drª Carla Ferreira abordou de forma impactante a importância não só das escolhas, mas do papel de pais e professores em melhor compreender e actuar com os alunos que não sabem o que querem ser. Ficaram sugestões, ideias, conselhos para continuar caminhos. Envolvendo os alunos de forma ativa nos seus desejos, nas suas aprendizagens, na sua compreensão para a sua felicidade.

Muda o melhor sistema educativo da europa

A Finlândia é um caso de referência quando se aborda o sistema educativo. Têm dos melhores do mundo e mesmo assim vão mudar. Estou espectante para perceber mais em concreto, mas pelas linhas orientadoras desta notícia parece-me extramamente pertinentes. Porque podemos sempre melhorar o que já é bom, sabendo que nunca será perfeito, é este o caminho. Salientando duas coisas que julgo serem importantíssimas: 1º profesores motivados y bien pagados, un sistema que valora las iniciativas de los chavales y sobre todo la educación pública 2º … pasar de enseñar por asignatura a enseñar por situaciones prácticas. … Lo que necesitamos es un nuevo método de educación que prepare a los estudiantes para una vida de trabajo. Aqui vos transcrevo a notícia completa En literatura y matemáticas, los finlandeses no tienen rival. Según los informes que hace PISA, el programa que valora los conocimientos de los estudiantes en todo el mundo, solo Singapur y China le hacen algo de sombra, pero lo de Finlandia ha sido objeto de estudio y peregrinaje del resto de los países europeos, que han ido a Helsinki a interesarse en cómo lo hacen. El resumen viene a traducirse en unos profesores motivados y bien pagados, un sistema que valora las iniciativas de los chavales y sobre todo la educación pública. Pero eso ya no es suficiente para los finlandeses, ya que acaban de anunciar una reforma educativa que cambiará las asignaturas tradicionales por temas de estudio. ¿Y eso cómo se traduce? Quieren pasar de enseñar por asignatura a enseñar por situaciones prácticas. “Cambiar el sistema educacional de Finlandia es el primer paso a una reforma más profunda para adaptarse al mundo moderno”, explica Liisa Pohjalainen, encargada de educación en Helsinki. Una voz autorizada ya que será la capital del país la que servirá de probeta del programa de reformas. “Lo que necesitamos es un nuevo método de educación que prepare a los estudiantes para una vida de trabajo. La gente joven usa ordenadores muy modernos. En el pasado los bancos tenían muchos contables, pero ahora eso ha cambiado. Por eso es necesario hacer cambios en nuestro sistema educativo que prepare a la gente para la industria y la sociedad modernas”, añade Pohjalainen. Las materias, -lecciones concretas como una hora de historia por la mañana o una hora de geografía por la tarde- ya se han sustituido en los alumnos de más de 16 años en las escuelas superiores. Se reemplazan por lo que los finlandeses llaman ‘enseñanza fenómeno’, o ‘enseñanza por tema concreto’. Por ejemplo, un adolescente que estudia un curso vocacional específico puede recibir clases de servicios de cafetería que incluirían elementos de matemáticas y lenguas (para ayudar a servir a los clientes extranjeros) habilidades en escritura y comunicación. Otros alumnos de academias superiores se centrarían en asuntos de la Unión Europea donde se incluiría elementos económicos, históricos, idiomas o geografía. También habrá otros cambios, que evitarán que los alumnos se sienten pasivamente en sus sillas a escuchar al profesor, o esperar a ser preguntados. En vez de ello se busca un acercamiento más colaborativo, donde los alumnos trabajen en pequeños grupos para resolver problemas mientras mejoran sus capacidades de comunicación. Marjo Kyllonen, es el director de educación en Helsinki y será quien presente las bases de este cambio al consejo al final de mes: “No es solo Helsinki sino toda Finlandia quien se embarcará en este cambio. Lo que realmente necesitamos es repensar el modelo educativo y rediseñar nuestro sistema preparando a los niños para un futuro con capacidades que son necesarias ya hoy y lo serán más el día de mañana.” in cadenaser

AGRUPAMENTO TEIMA EM REFLETIR SOBRE PROBLEMÁTICAS DA EDUCAÇÃO ( e muito bem )

Com agrado aceitei o desafio da Graciete Guedes para “teimar” no que me faz sentido 😉 Bem haja a esta gente pela teimosia em envolver os diversos públicos intervenientes: pais, docentes e  assistentes operacionais. AGRUPAMENTO TEIMA EM REFLETIR SOBRE PROBLEMÁTICAS DA EDUCAÇÃO No próximo dia 27 de março, o Agrupamento de Escolas de Valongo do Vouga volta a juntar-se à volta de uma mesa para pensar sobre algumas problemáticas da educação. Nascidas pela acção do departamento de História há oito anos, o agrupamento tem sabido manter, reorganizar e diversificar a prática reflexiva, pois acredita que só quem se pensa pode seguir caminhos de melhoria. Num espaço-tempo tão complexo como o de hoje, só reflectindo (e agindo) conjuntamente as pessoas e as instituições serão capazes de prosseguir rumo a uma sociedade mais educada e instruída. Desta vez, a partir do mote “Escola, família: do monólogo ao diálogo, rumo ao sucesso educativo”, o agrupamento vai contar com seis convidados, os quais vão iluminar a análise e proporcionar o debate a partir de temas como “A falar é que nos entendemos” (para assistentes técnicas e operacionais, da parte da manhã), “Automotivação e entusiasmo para ensinar” e “Felicidade e Educação” (para professores, durante a tarde) e “”Pais e escola: uma relação necessária?” (destinada a pais/encarregados de educação, à noite). Para além dos técnicos especializados do agrupamento (mediadora, psicólogo e técnica de serviço social) são convidados os professores Renato Paiva, Vítor Oliveira e Pedro Silva, oriundos de diferentes instituições. O evento, que conta com uma equipa coordenada por Graciete Guedes, conta também com a preciosa colaboração de vários parceiros educativos, quer na dinamização de momentos musicais, quer no apoio a nível logístico, como sejam a Associação Empresarial de Águeda, a CERCIAG, o Conservatório de Música de Águeda, a Assoartes, a Câmara Municipal de Águeda, a Junta de Freguesia de Valongo do Vouga, entre outros. O diretor vem, em nome da direcção e do agrupamento, agradecer o apoio daqueles que têm contribuído para a realização e o sucesso deste evento e apela à participação de todos! O diretor, Prof. Vítor Martins

O chumbo do João

Os pais iam à escola regularmente e o diagnóstico era sempre o mesmo: o João não quer trabalhar, é imaturo e não está a conseguir alcançar os objectivos O João andava no jardim-de-infância desde os três anos. Todos os anos, as avaliações eram excelentes: muita criatividade, talento especial para desenho, empenhado e alegre. Sabia identificar as cores, os números, algumas letras, escrevia o seu nome, o do pai e o da mãe, e já sabia muitas outras coisas. O João era feliz e os pais do João iam trabalhar descansados todos os dias. Aos seis anos, o João entrou na escola a sério. Demorou a perceber que agora era mesmo a sério. Era muito imaturo, diziam. Passou o primeiro período sem sobressaltos, mas no segundo deixou de ser o menino feliz que sempre foi. Fazia birras para ir para a escola e detestava os trabalhos de casa. Os cadernos eram um espelho da sua má disposição. Passou para o segundo ano e a escola tornou-se ainda mais a sério. Tinha de saber mais coisas, tinha mais trabalhos de casa e os testes eram bem mais exigentes. A leitura era o seu ponto fraco: não lia à velocidade que o professor queria. Da escola, só gostava do recreio. Os trabalhos de casa ficavam vezes de mais por fazer e os pais já não iam trabalhar descansados todos os dias. O João não conseguia acelerar a velocidade de leitura e até na matemática, onde sempre teve facilidade, começava a fraquejar. Nos ditados de palavras, ficava sempre nos últimos lugares. Os pais iam à escola regularmente e o diagnóstico era sempre o mesmo: o João não quer trabalhar, é imaturo e não está a conseguir alcançar os objectivos. Precisa de mais apoio e de mais trabalho. O João era o primeiro filho e os pais pensavam ingenuamente que era na escola que se encontravam as estratégias para motivar os meninos como o João. Eles não tinham muito tempo para lhe dar explicações e, as poucas vezes que tentaram, perceberam que não tinham qualquer talento para ensinar. Aqueles minutos em que se sentavam com o João para o ajudar a estudar eram os piores das vidas de cada um deles. Perante este cenário, a pressão da escola e a frustração do João, resolveram esticar o orçamento familiar e, em vez de irem ao cinema e à marisqueira do bairro, contrataram uma explicadora. Quinze euros à hora, três horas por semana. O João melhorou, mas também a explicadora se queixava de que ele não lia à velocidade exigida para a idade. O melhor era pedir um relatório a um psicólogo. Mais 150 euros. O João não acusou nada de especial. Apenas que não sabia pronunciar bem os “l” e os “lh”. A sua vida era a escola e os pais só lhe falavam das notas, dos trabalhos de casa e dos castigos que lhe aplicariam se ele não atingisse os resultados. No entanto, o João falhou os testes intermédios do segundo ano e o professor avisou os pais de que ele ia repetir o ano. O João chumbou. O João faz parte dos 150 mil alunos que chumbaram naquele ano. Simples: o João era imaturo e, por mais que tentasse, não conseguia desvendar o som das letras à velocidade que o professor queria. E pior: ninguém lhe dizia como. Apenas o repreendiam e repetiam as mesmas explicações, como se o problema dele fosse auditivo. Não, a culpa de o João chumbar não era dele. E também não era dos testes nem das avaliações que tantos conseguiram passar. O João só chumbou porque não conseguiu aprender. E ele só não conseguiu aprender porque não o souberam ensinar. Enquanto, nas escolas, não existirem estratégias diferenciadas conforme os alunos e as dificuldades e enquanto se ensinar para a nota em vez de se ensinar para os alunos aprenderem, haverá sempre mais chumbos. E a solução não está em acabar com as avaliações ou com os exames. A solução está em analisar os exames e as avaliações como verdadeiras provas para os professores e para as escolas, de modo a que se consigam encontrar planos para responder aos milhares de meninos como o João. Os alunos só falham porque alguém anda a falhar com eles. Sim, o João chumbou, mas quem falhou foi a escola. in Jornal i

II Encontro para o Desenvolvimento Infantil e Juvenil do Oeste

Assim foi o início de dois dias de trabalho no II Encontro para o Desenvolvimento Infantil e Juvenil do Oeste. Com pais, professores, educadores, psicólogos, autarcas e alunos. Foi ter uma diversidade de público, para uma diversidade de olhares, interesses, necessidades e partilhas.

Em Ourém um serão bem acompanhado

A convite do Agrupamento Escolas Conde Ourém estive no dia 10 de Março num serão repleto. Repleto de gente, repleto de interesse, repleto de duvidas, repleto de boa disposição, repleto de pais (geralmente vão muitas mães e os papás ficam em casa), repleto de surpresas! Pela primeria vez na vida, tive na plateia gente armada, no sentido literal do termo. Foi um privilégio ter dois agentes da PSP a também querer aprender e participar.