Público – Não desesperar com os TPC em tempo de Férias

A pedido da jornalista Susana Pinheiro participei neste artigo com um conjunto de especialistas que aqui transcrevo: Como não desesperar com os TPC em tempo de férias As férias do Natal chegaram e com elas os trabalhos para casa. Como incentivar os filhos a fazê-los? O PÚBLICO ouviu alguns especialistas na matéria.   O primeiro período lectivo terminou, mas isso não significa que as crianças e os jovens estejam completamente de férias. Muitos saem da escola carregados de Trabalhos Para Casa, os famosos TPC, e sem muita vontade. E com razão, pelo menos é o que pensam alguns dos especialistas que o PÚBLICO contactou. Para o pedagogo Renato Paiva “na grande maioria dos casos, os TPC nas férias são absolutamente desnecessários”. “Estudar pode não parecer uma tarefa divertida e os trabalhos de casa parecem ser uma invasão do tempo de férias”, justifica. No entanto, se os TPC são pedidos pelos professores, então devem ser feitos porque outra coisa que os pais têm de incutir é “a responsabilidade”, afirma o pedagogo. A mesma opinião tem a psicóloga Teresa Espassandim, do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), lembrando que aos pais cabe ajudar os filhos “a compreender e a assumir as consequências da decisão de fazer ou não fazer [os trabalhos], com autonomia”. Quando os TPC se transformam num pesadelo em tempo de férias “Os TPC em período de férias podem ser um contra-senso, porque as crianças e adolescentes deveriam estar libertos das actividades intencionais de aprendizagem em contexto formal e deveriam brincar, explorar outras actividades”, entende Teresa Espassandim. Maria José Araújo, professora da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto, defende que é “tudo uma questão de bom senso”. Se os adultos descansam nas férias, por que é que as crianças não podem fazer o mesmo? “É preciso prestar atenção aos exemplos que damos às crianças”, elucida a especialista para quem é ponto assente de que “as férias são para descansar, brincar e criar bem-estar!” “Enquanto não se perceber isto andaremos todos a prestar um mau serviço às crianças”, realça a investigadora, acrescentando que a Convenção sobre os Direitos das Crianças, aprovada em 1989 pela ONU, estipula que elas têm “direito ao repouso, a tempos livres, a participar em jogos e actividades recreativas próprias da sua idade e a participar livremente na vida cultural e artística”. Araújo lamenta: “É sempre a condição de aluno a sobrepor-se à de criança.” Cuidado com a carga Pedro Rosário, investigador e professor da Escola de Psicologia da Universidade do Minho, não é da mesma opinião e lembra que os alunos não devem estar desligados do trabalho durante as férias. No entanto, salvaguarda que a quantidade de TPC deve ser adequada à idade da criança. “Se a carga não for adequada, vai acabar por transtornar a família e a criança”, alerta. Também a psicóloga Rita Carreira, responsável do centro de estudos Geração +, em Lisboa, defende que “as férias são para descansar, mas a cabeça não pode parar”. Desaconselha que a criança passe o dia a jogar ou a ver televisão, porque “a cabeça precisa de estímulos cognitivos”. É isso que procura fazer em tempo de férias com os miúdos que frequentam o seu centro de estudo: jogos de memória, de diferenças, dominós, etc. Na hora de discutir sobre os TPC, os pais não devem pressionar demasiado as crianças no que toca ao desempenho. “Esta sobrevalorização dos resultados pode colocar muita pressão, mesmo que não verbalizada, e sentimentos de impotência por parte dos pais”, descreve Teresa Espassandim. É importante reconhecer “os esforços e o trabalho feito pela criança ou adolescente”. E nada de prometer recompensas recomendam os especialistas. “Isso é algo que não deve acontecer”, sublinha Renato Paiva. Conselhos para os pais: Relaxe. Aproveite os TPC para passar algum tempo com o seu filho. Mostre que se preocupa e está ali para ele. A psicóloga Rita Carreira aconselha os pais a tornar o momento de estudo o mais agradável possível. Não se esqueça de ver se a carga de TPC e o espaço de trabalho são adequados, aconselha Pedro Rosário. Não deixe que as férias desorganizem a rotina do seu filho. É preciso ajudá-lo a manter a rotina com horas certas para comer, estudar, etc. “As férias são uma oportunidade para descansar, para quebrar a rotina, mas não todas as rotinas”, defende. Articule com os miúdos quando fazer os TPC e fazer uma planificação. “Assim torna-se mais simples de, ao final do dia, perceber se foram ou não cumpridos. Se é um compromisso, os pais podem desde logo colocar orientações específicas do que pode acontecer em caso de incumprimento”, sugere Renato Paiva. Evite conflitos com os filhos para que os TPC não estraguem o Natal e as férias. Por isso, tenha paciência, aconselha Maria José. E quando fazer os TPC, no princípio, no meio ou no fim das férias? “Não há receitas mágicas”, diz. Mas existe uma coisa muito importante: ensinar o seu filho a ser responsável. Lembre-se que o seu filho precisa de tempo livre para outras coisas que não a escola. Por isso, não se esqueça que há um tempo para tudo!   Ler artigo no site do Público

Um pequeno contributo sobre a “utilidade” do pensar na aprendizagem

A convite da jornalista Karla Pequenino do Público dei o meu pequeno contributo para esta reflexão sobre a robótica Educativa. A Comissão Europeia define a programação computacional como a “competência do século XXI”. Introduzi-la cedo tornou-se uma mais-valia, e este ano, a Semana Europeia da Robótica, que termina nesta quinta-feira, incluiu várias sessões para programar robôs destinadas a crianças. Introduzir a programação computacional cedo tornou-se uma mais-valia que a Comissão Europeia define como a “habilidade do século XXI”.     Ler notícia aqui

Robótica Educativa para o futuro das Crianças

… um olhar ao que não se vê. Um evidenciar de que forma os brinquedos, o brincar e a tecnologia podem ajudar na maturação de competências paralelas ao currículo escolar e que cada vez mais importância assumem no sucesso, não apenas académico, mas de vida. 

Birras, mentiras e chantagem – Ponte de Sor

De volta a Ponte de Sor para a dinamização de mais uma mesa redonda com pais e comunidade educativa. Desta vez vamos reflectir se somos os “Melhores pais do Mundo” ao abordar as birras, as mentiras a chantagem. Dia 21 temos continuação desta reflexão sempre animada e com dinâmicas que fazem pensar, reflectir e divertir enquanto se aprende.

DN – Falar de sexo, sim, e quanto mais cedo melhor

A convite da jornalista Joana Capucho saiu uma reportagem no DN sobre a sexualidade na adolescência. Uma visão partilhada com a psicóloga Cristina Valente que deixa boas recomendações e reflexões sobre o tema. Há sempre muito mais a aprofundar, mas em jornal o espaço escasseia. Quem necessite, os livros mencionados no artigo são boas recomendações. Pode ler o artigo aqui

Trabalhar a Indisciplina no Agrupamento Hermenegildo Capelo em Palmela

O agrupamento de escolas Hermenegildo Capelo em Palmela desafiou-me para um breve encontro para trabalhar com o seu conjunto de professores do 1º ciclo o tema da indisciplina. Procurei que os professores fossem levados a reflectir sobre o que está na base do conflito e na indisciplina. Perceber o que motiva é um primeiro passo para entender o que fazer. Entender o “rastilho” que provoca o comportamento indesejado permite que se possa limitar que tal volte a suceder. Há crianças com comportamentos difíceis. Que nos tiram do sério. Que nos irritam e alteram a tranquilidade dos professores (e pais, avós, amigos,…), mas é necessário, e desejável, que não se desista. Um final de dia que, apesar de cansativo, muito proveitoso.

XV Encontro sobre Envelhecimento

Com muita satisfação mas também alguma surpresa fui convidado para participar neste encontro a abordar a importância do trabalho de equipa, do entusiasmo e da automotivação no desempenho de tão nobre função. Os cuidadores dos nossos séniores são de importância basilar na qualidade de vida dos nossos pais, avós, tios, amigos,… São cuidadores de memórias. Pessoas com uma história de vida que merece ser bem cuidada com pessoas dedicadas e competentes. Lá estarei a dar o meu contributo. Todos convidados  

Os caminhos da educação nas “Conversas Pais & Filhos”

O Oceanário de Lisboa recebeu as “Conversas Pais & Filhos” sobre Educação. O auditório do Oceanário de Lisboa recebeu quarta-feira, as “Conversas Pais & Filhos”, uma iniciativa da TSF e da revista Pais & Filhos. Traçado o perfil do aluno à saída da escolaridade obrigatória, impõe-se uma revolução nas escolas. Estão as escolas preparadas para isso? Onde é que se quer chegar? E o que deve mudar? Foram estas e outras questões que estiveram em debate. O secretário de Estado da Educação, João Costa, o pedagogo e diretor da Clínica da Educação, Renato Paiva, o diretor do Agrupamento de Escolas de Carcavelos, Adelino Calado, e a responsável pela plataforma Design the Future, Inês Menezes, foram os convidados desta iniciativa. A moderação da conversa foi feita pela jornalista e coordenadora do TSF Pais & Filhos, Rita Costa, e por Helena Gatinho, diretora da revista Pais & Filhos. A primeira parte da conversa sobre educação centrou-se no novo Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, um documento, que esteve em discussão pública e que tem como objetivo criar uma matriz comum para todas as escolas e vertentes de ensino. Na conversa também se falou de autonomia e de métodos de ensino. Na segunda parte da conversa estiveram em destaque temas como a relação entre alunos e professores, as novas tecnologias e o papel dos docentes.   Clique aqui para ouvir a peça  

Trabalhadores estudantes

Os alunos que praticam desporto de alta competição têm uma dupla jornada de trabalho: muitas horas de aulas e muitas horas de treino!     Quando ouvimos “trabalhadores estudantes”, a associação é imediata aos alunos da faculdade que trabalham. Mas não é a esses que aqui me refiro, mas sim aos que praticam desporto de alta competição e que também se devem considerar “trabalhadores estudantes”. Estes alunos têm um dia a dia particularmente difícil, uma vida como que com dupla jornada de trabalho, muitas horas de aulas e muitas horas de treino. Não há muito tempo para estudar! O estudo tem de ser bem organizado e eficiente para bem conciliar a escola com o desporto. Estou inteiramente de acordo com o secretário de Estado da Educação João Costa quando refere que “estes jovens são coordenados, empenhados, querem superar-se, trabalham em equipa, sincronizam o seu ritmo com o dos colegas, coordenam o seu tempo com o tempo de estudo. São, afinal, as competências do século XXI. Dizer que o desporto não é estruturante e que só duas disciplinas é que são, era matar estas competências do século XXI”. As competências de perfil pessoal e académico também em muito se valorizam no desporto. Para além de que, no desporto, as crianças estão porque querem, porque gostam, a aprender e aperfeiçoar algo que lhes dá prazer. Algo que nem sempre acontece na escola. O caminho é e será trabalhoso e difícil mas não desistam porque é realmente possível conciliar as duas coisas. Conheço vários casos de jovens que deixaram de fazer desporto por causa dos estudos, e não há um que não se tenha arrependido. É um percurso habitualmente longo e difícil, mas com esforço tudo é possível. Jamais devemos abdicar do nosso sonho: temos o direito a sonhar, e para o concretizar temos de lutar e fazer sacrifícios. Mas ao conseguirmos conciliar a vertente desportiva com a académica, tudo acaba por ter muito mais sentido.     Artigo publicado na revista Pais e Filhos

Quando a escola é uma seca – DN

A convite da jornalista Joana Capucho participei neste artigo do Diário de Notícias.   Algumas crianças dizem que não gostam da escola porque não têm tempo para brincar ou porque não se interessam pela matéria… Ver artigo completo aqui